Tempo ou distância: como organizar o treino no começo
No começo, siga o tempo: ele limita a duração do esforço sem exigir uma velocidade específica. Use a distância para conhecer rotas e planejar provas, não para prolongar uma sessão que já terminou.
No início, deixe o cronômetro organizar o treino. Um minuto de corrida leve continua sendo um minuto tanto para quem percorre 100 metros quanto para quem percorre 150. Ninguém precisa acelerar para cumprir a mesma sessão.
É assim no programa inteiro: a semana 1 pede blocos de um minuto; a semana 9, 30 minutos contínuos. A distância pode ser observada depois, mas não decide quando o bloco termina.
A mesma distância pode criar dois treinos muito diferentes
Imagine duas pessoas que correm confortavelmente em ritmos distintos. Para completar três quilômetros, uma leva 21 minutos e outra, 30. A mesma meta dá a elas durações diferentes e pode pressionar a segunda a acelerar.
Quando o treino é por tempo, a duração já está resolvida. Você ajusta apenas o esforço. Fala, respiração e percepção ajudam nessa escolha, sem funcionar como exame de saúde.
Num dia quente, numa subida ou depois de dormir mal, a distância percorrida pode diminuir mesmo com o treino adequado.
Use distância para conhecer a rota e planejar a prova
Saber quantos quilômetros tem um percurso ajuda a estimar quanto tempo você ficará fora e a preparar uma prova. Depois que a corrida contínua estiver estabelecida, medir ocasionalmente a distância em 30 minutos também cria uma expectativa realista.
Evite transformar toda saída em teste. GPS oscila, rotas têm desnível e o pace instantâneo muda. Se você não usa relógio, o cronômetro do PWA e uma rota simples de ida e volta já resolvem a sessão.
Uma prova tem quilômetros; sua preparação ainda pode ter minutos
Leia o regulamento, confirme o tempo limite e veja se é permitido caminhar. Perto do evento, conhecer sua duração provável e testar a logística pode ser útil. Isso não justifica aumentar bruscamente o volume na última semana.
Para medir evolução, compare sessões parecidas
Observe se concluiu os blocos, se o esforço permaneceu controlável, se a caminhada ajudou na recuperação e como você estava no dia seguinte. Percorrer um pouco mais no mesmo tempo pode ser um sinal, mas não precisa virar meta de todas as sessões.
Se a capacidade cair de forma persistente ou vier acompanhada de sintomas, pare e procure avaliação. Dor que muda a passada, tontura, desmaio, pressão no peito ou falta de ar desproporcional não devem ser atravessados para arredondar um quilômetro.
Siga o tempo mostrado no treino. Consulte a distância quando ela ajudar a planejar — nunca para acrescentar minutos a uma sessão que já acabou.
Referências
Fontes
Da leitura à prática